terça-feira, 21 de agosto de 2012

Orgulho Religioso - Mike Bickle

Jesus trata diretamente com a raiz da auto-satisfação e do orgulho religioso:

"Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito; contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida. Eu não aceito glória dos homens, mas conheço vocês. Sei que vocês não têm o amor de Deus" (Jo 5.39-42).

"Como vocês podem crer, se aceitam glória uns dos outros, mas não procuram a glória que vem do Deus único?" (v. 44).

Estes judeus religiosos foram enganados ao achar que seu conhecimento das Escrituras e sua associação com a comunidade religiosa eram equivalentes ao conhecimento de Deus. Entretanto, na verdade, recusavam-se teimosamente a ter um relacionamento pessoal com Deus através de seu representante pessoal, Jesus. Orgulhavam-se de seu conhecimento das Escrituras, enquanto rejeitavam o autor das Escrituras.
Quando o Senhor estava começando a desafiar Michael Sullivant a caminhar dentro do seu chamado profético, ele teve um dramático sonho espiritual que tocou nestas áreas do seu coração. O Senhor lhe apareceu, olhou-o nos olhos e disse: “Você está esperando para me obedecer, até que tenha planos compreensíveis. Quero que me obedeça sem ter planos compreensíveis.”
Enquanto Michael estava ajoelhado diante de Jesus, um pilha de transparências saiu de sua barriga e foi parar em suas mãos. Ele entendeu que estas transparências representavam seus próprios planos, que o Senhor via claramente. Michael se sentiu envergonhado e profundamente triste; inclinou sua cabeça e começou a chorar e a se arrepender. Dizia: “Senhor, não quero desobedecer-lhe.”
Depois disso, ele olhou para o Senhor em meio às suas lágrimas, e Jesus estava sorrindo para ele.
Para entregar sua vida a este chamado, Michael teve que passar por alguns tratamentos de Deus bem severos, em relação ao seu intelectualismo e auto-confiança em seu ministério e estilo de relacionar-se com pessoas. Estes tratamentos incluíram repreensões em particular e até mesmo um grau de humilhação pública para ajudá-lo a humilhar-se perante o Senhor.
Há alguns anos, quando Michael era o pastor líder na Metro Vineyard Fellowship, o Senhor retirou sua unção de pregação pastoral e ensino por um tempo. Esta mudança ficou óbvia para quase todos na igreja e levou-o a uma mudança de função, em que não precisava pregar tão freqüentemente.
Poucos dias depois disso, Paul Cain, que não sabia nada do que estava acontecendo, profetizou publicamente a Michael e sua esposa, Terri, que a intenção de Deus era “mudar sua vocação” e guiá-lo por um caminho profético. Ele os assegurou que as mudanças que haviam ocorrido não eram um rebaixamento, mas um plano designado para trazer maior glória a Deus através de suas vidas.
Todos nós devemos aceitar de bom grado qualquer coisa que for necessária para estabelecer e experimentar uma relação mais íntima com o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Deus coloca diante de nós algumas pedras de tropeço estratégicas, no evangelho e no nosso caminhar com o Espírito, a fim de testar nosso coração. Se estivermos sedentos por Deus e humildes de coração, estas pedras de tropeço, na verdade, se tornam pedras de apoio que nos ajudam a caminhar em direção aos seus propósitos para as nossas vidas.

Mike

O Teste da Unção - Bill Johnson


Enquanto Eliseu mantinha seu compromisso de observar Elias, o inesperado aconteceu. Uma carruagem de fogo desceu do céu. A carruagem não levou Elias para o céu como alguns supõem. As escrituras nos dizem que Elias foi de fato levado aos céus num redemoinho (2 Reis 2:11).

Então para que serviu a carruagem de fogo? Ela foi o teste. Se era para Eliseu ter porção dobrada da unção de Elias, sendo assim tendo muito mais sinais e maravilhas incomuns cercando sua vida.

Poderia Eliseu manter os olhos em sua missão, mesmo quando as atividades do céu invadiram a atmosfera? Poderia ele manter o coração firme na vontade de Deus e não ser desviado pela maravilha de seu dom?

O teste foi simples, porém não facil. Elias disse: 

"Seu pedido é dificil; mas, se você me ver quando eu for separado de você, terá o que pediu; do contrario, não será atendido" (2 Reis 2:10 Ver. NVI). 

É interessante observar que o Senhor escolheu testar Eliseu exatamente naquilo que ele já estava fazendo: manter os olhos em seu mestre. Deus simplesmente providenciou as circunstancias para ver se o que ele estava fazendo por instinto tinha força suficiente de caráter por trás para sustenta-lo, a fim de que apesar do tipo de distrações que enfrentasse, ele recebesse a porção dobrada. Vemos aqui de que natureza poderia ser as distrações:

"De repente, enquanto conversavam e caminhavam, apareceu um carro de fogo e puxado por cavalos de fogo que os separou, e Elias foi levado aos céus num redemoinho" (2 Reis 2:11).

Muitos de nós teríamos falhado nesse teste. Afinal, qual seria o erro de pôr nossa atenção nas atividades de Deus? Mas a busca de Eliseu por porção dobrada foi realizada nesse encontro, porque Eliseu não se distraiu com seu próprio dom e unção.

Bill Johnson
Face a Face com Deus

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

A chave para os milagres - Bill Johnson

Certa vez Jesus chamou de hipócritas um grupo de espectadores porque eles podiam discernir o clima, mas não podiam discernir as estações. É evidente porque Jesus prefere que as pessoas reconheçam os tempos (o clima espiritual e as estações) em condições naturais do clima, mas não é tão evidente porque Ele os considerava hipócritas se não o fizessem.
Muitos de nós pensamos que a capacidade de ver o mundo espiritual é mais o resultado de um dom especial do que uma responsabilidade pessoal de todos. Jesus abordou essa carga para os fariseus e saduceus. O fato de que, todas as pessoas, eram obrigadas a ver é prova suficiente de que essa capacidade tem sido dada a todos. Eles se tornaram cegos para o domínio de Deus por causa de seus corações corrompidos e foram julgados por suas potencialidades não cumpridas.
A experiência do novo nascimento nos permite ver com o coração. Um coração que não vê é considerado um coração duro. A fé nunca foi destinada apenas para nos levar à família. É isso que faz a vida nesta família agradável. Ver com fé. Traz para o foco Seu Reino e seus recursos. Eles são acessíveis pela fé. Jesus ordenou "Buscai primeiro o reino de Deus. . ." Paulo disse: "Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são da terra." Ele também declarou: "As coisas que se vêem são temporais, mas as coisas que se não vêem são eternas."
A Bíblia nos ensina claramente a voltar nossa atenção para o invisível. Esse tema nas Escrituras é repetido o suficiente para fazer a maioria de nós, da cultura ocidental, ficarmos muito nervosos. Nossa tendência é preferir o mundo material. No entanto, aqui está o segredo para a maior parte do Reino sobrenatural que queremos restaurar na igreja. Jesus nos disse que Ele fez apenas o que ele viu seu pai fazer. Tal visão é vital para aqueles que querem mais. O poder de suas ações (ou seja, a lama nos olhos do cego) está enraizada na sua capacidade de ver.
Deus está muito empenhado em nos ensinar a ver. Para tornar isso possível Ele nos deu o Espírito Santo como tutor. As disciplinas que ele usa são bastante variadas. Mas a classe que nos qualifica é - o maior de todos os privilégios dos cristãos - a adoração.
Aprender a ver não é a finalidade para a nossa adoração, mas é um maravilhoso subproduto. Aqueles que adoram em espírito e verdade aprendem a seguir o exemplo do Espírito Santo. Seu reino é chamado o Reino de Deus. O trono de Deus, que se estabelece entre os louvores de Seu povo, é o centro desse reino. É no ambiente de adoração que nós aprendemos coisas que vão muito além do que nosso intelecto pode abraçar.
David foi tão afetado por isso que todos os seus atos heroicos empalideceram em comparação ao seu coração derramado para Deus. Sabemos que ele aprendeu a ver o reino de Deus por causa de afirmações como: "Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado." (Salmos 16:8). A Presença de Deus afetou sua visão. Ele constantemente praticava reconhecer a Presença de Deus. Ele via a Deus diariamente, não com os olhos naturais, mas com os olhos do coração.
O privilégio da adoração é um bom lugar de começo para aqueles acostumados a tratar alguns desses temas encontrados nas escrituras. Na adoração, podemos aprender a prestar atenção neste dom, a capacidade dada por Deus de ver com o coração. À medida que aprendemos a adorar com pureza de coração, os nossos olhos vão continuar a se abrir. E podemos esperar para ver o que Ele quer que vejamos.


Bill Johnson é casado com Beni são os líderes da Igreja Bethel nos EUA da qual fazem parte o ministério Jesus Culture.

Fonte: www.jesusculture.com

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Identidade e Propósito - Bill Johnson



Nossa identidade nesse mundo

Enquanto maior parte da igreja esta tentando se tornar tal como Jesus ERA, a bíblia declara; "Segundo ele É, também nós somos nesse mundo" ( 1 Joao 4:17).

Jesus foi o servo sofredor, cujo destino foi a cruz. Mas Jesus ressuscitou triunfantemente, ascendeu aos céus, e foi glorificado. Na revelação de Jesus Cristo, isto é, no livro do apocalipse, Joao o descreveu da seguinte maneira; a sua cabeça e cabelos eram brancos como a alva lã, como neve; os olhos como chamas de fogo; os pés, semelhante ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como de muitas águas."
A declaração: "segundo ele é, também nos somos nesse mundo" esta distante do que qualquer um de nos possa imaginar, especialmente a luz dessa descrição de Jesus glorificado feita no apocalipse. Contudo, o espírito santo foi enviado especificamente com esse propósito, ou seja, para que alcançássemos a "medida da estatura da plenitude de Cristo".

O Espirito Santo veio com uma missão fundamental e no tempo certo. Durante o ministério de Jesus foi dito que: "O espirito santo ate aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia ainda sido glorificado". O espirito santo nos conforta, nos dá os dons espirituais, nos faz lembrar do que Jesus disse, e nos reveste com poder. E ele faz tudo isso para que sejamos tal como Jesus. Esse é o seu principal objetivo. Assim, porque o Pai não O enviou antes de Jesus ser glorificado? Porque antes de Jesus estar em seu estado glorificado não havia um modelo celestial para nós! Assim como um escultor olha para um modelo e trabalha com a pedra para produzir uma semelhança, assim o Espirito Santo olha para o Filho glorificado e nos molda segundo a Sua imagem. Segundo Ele é, também nós somos nesse mundo.

A Vida Cristã

A vida Cristã não se encontra na Cruz. Ela é encontrada por causa da Cruz. É a ressurreição do Senhor que traz energia para o crente. Será que isso diminui o valor da cruz? Não! O sangue derramado do Cordeiro sem mácula acabou com o poder da presença do pecado em nossa vida. Não temos nada sem a cruz! Contudo, a cruz não é um fim, é um início, é a entrada para a vida cristã. Até para Jesus a cruz foi algo que ele teve que suportar para que pudesse obter a alegria do outro lado! "Os Cristãos em sua maioria ainda estão chorando aos pés da Cruz. A consciência da humanidade permanece fixada no Cristo que morreu, não no Cristo que vive. As pessoas estão se voltando para o Redentor que era, não ao Redentor que é.

Suponha que eu tivesse sido perdoado de uma divida financeira. Poder-se-ia dizer que eu fui tirado do saldo negativo. Entretanto, depois das minhas dividas terem sido perdoadas, eu ainda não estou no positivo. Não tenho nada ainda, até aquele que perdoou minhas dividas me dê algum dinheiro para que eu possa entrar no saldo positivo. Foi isso que Cristo fez por você e por mim. O seu sangue eliminou a minha divida do pecado. Mas a sua ressurreição levou-me para o "saldo positivo".

Por que isso é importante? Porque isso altera profundamente o nosso senso de identidade e propósito.

Jesus tornou-se pobre para que eu me tornasse rico. Ele sofreu com as chibatadas que lhe causaram as pisaduras para que eu me libertasse de toda aflição, e Ele tornou-se pecado para que eu me tornasse a justiça de Deus. Porque, então, deveria eu procurar tornar-me como ele era, uma vez que ele sofreu para que eu pudesse tornar-me como ele é? Em algum ponto a realidade da ressurreição de Jesus tem que vir a fazer parte da nossa vida; temos de descobrir o poder da ressurreição que há para todo aquele que nele crê.

A Contrafação da Cruz

Jesus disse: "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me." O não entendimento desse chamado tem levado muitos a seguir a sua vida de negação a si mesmo, mas param por ai, não prosseguindo para a sua vida de poder. Para tais pessoas a caminhada para a cruz resume-se em procurar crucificar a sua natureza pecaminosa assumindo uma postura de quebrantamento desprovido de alegria como evidencia da cruz. Mas temos que seguir o Senhor por todo o caminho que Ele percorreu, até alcançarmos um estilo de vida cheio do poder da ressurreição!

Quase toda religião tem uma cópia da caminhada para a cruz. Negação de si mesmo, humilhar-se e outras posturas semelhantes são copiadas pelas seitas desse mundo. As pessoas do mundo admiram aqueles que tem disciplinas religiosas. Elas aplaudem o jejum e respeitam aqueles que assumem a pobreza ou suportam enfermidades para o bem da sua espiritualidade. mostre-lhes porém, uma vida plena de alegria por causa do poder transformador de Deus, e elas não apenas aplaudirão, mas também desejarão ser como você. A religião não tem como imitar a vida de ressurreição com a sua vitoria sobre o pecado e o inferno.

Quem toma uma cruz inferior fica constantemente com muita introspecção e com um sofrimento por si mesmo induzido. Mas a cruz não é auto-aplicada; Jesus não se encravou a si mesmo na cruz - ele foi crucificado. Os cristãos que caem na armadilha dessa contrafação constantemente ficam falando de sua fraqueza. Se o diabo nos encontra sem nenhum interesse pelo mau, então ele procura fazer com que direcionemos nossa atenção em nossa indignidade e em nossa falta de capacidade. Isso se nota, em especial, em reuniões de oração em que as pessoas procuram apresentar um grande quebrantamento diante de Deus, esperando assim conseguir um avivamento. Chegando até mesmo a confessar de novo velhos pecados já confessados, "em busca de uma real humildade"...
Em minha busca por Deus, muitas vezes fiquei preocupado comigo mesmo! Era-me fácil pensar que a condição de humildade, seria estar sempre consciente de minhas próprias falhas e fraquezas. Mas não é nada disso! Se eu me torno o principal enfoque da minha atenção, falando incessantemente da minha fraqueza, então o que fiz foi entrar na forma mais sutil de orgulho. A repetição de frases, tais como, "não sou digno" torna-se uma repugnante substituição das declarações sobre a dignidade de Deus. Por estar totalmente voltado para a minha própria condição de iniqüidade, de falta de retidão, o inimigo conseguiu fazer com que eu deixasse de prestar um eficaz serviço ao Senhor. É uma percepção da verdadeira santificação a situação em que, por um processo de introspecção, aumento a minha alto-estima espiritual, mas faço com que a minha eficácia na demonstração de poder do evangelho diminua.

O verdadeiro quebrantamento causa uma completa dependência a Deus, movendo-nos a uma radical obediência que libera o poder do evangelho ao mundo ao nosso redor.

Motivações Impuras

Lutei muito tempo com a auto-avaliação. O principal problema era que eu nunca encontrava nada que fosse bom em mim. Isso sempre me causava desânimo, o que me leva a a dúvida, que acabava se transformando em incredulidade. De algum modo eu havia desenvolvido a noção de que era assim que eu me santificaria - demonstrando uma tremenda atenção às minhas próprias motivações.

Depois de muitos anos em que procurei fazer o que somente ele poderia fazer, descobri que eu não era o Espirito Santo. Não posso convencer-me e libertar-me, eu mesmo, do pecado. Pode soar um tanto estranho, mas eu não mais analiso as minhas motivações. Isso não compete a mim. Procuro dar duro para obedecer a Deus em tudo o que tenho que fazer. Se me afastei em algum ponto, confio no Senhor em me mostrar isso. Será que isso então significa que eu nunca deva considerar minhas motivações impuras? Não! Ele, com muito ímpeto, tem me mostrado a minha necessidade de arrependimento e mudança. Mas, é Ele quem tem a luz, e somente Ele pode dar-me a graça para mudar.

Há uma grande diferença entre o crente que esta sendo tratado por Deus, e aquele que se tornou introspectivo. Quando Deus sonda o coração, Ele sempre encontra algo que ele quer mudar. Ele traz convicção porque Ele se dispôs a nos libertar.

Contrapondo-se a Contrafação

Creio que, na maioria das vezes, as pessoas deixam-se levar por essa contrafação da caminhada para a cruz porque não requer fé. É fácil ver a minha fraqueza, a minha propensão para o pecado, minha incapacidade para ser como Jesus. Para confessar essa verdade não é necessário ter fé, absolutamente. Mas o contrario acontece quando se trata de ter que considerar-me morto para o pecado: tenho que ter fé, tenho que crer em Deus!

Portanto, quando você estiver fraco, declare: "sou forte!", concorde com Deus, não importando como você se sinta, e descubra o poder da ressurreição. Sem fé é impossível agrada-Lo. E o meu primeiro exercício de fé tem de ser com respeito à minha postura perante Deus.

"Quem sou eu?" Foi a resposta de Moises quando Deus lhe conferiu um nobre encargo, o de tirar o povo do Egito. Deus mudou de assunto dizendo: "Eu serei contigo!".

Quando a nossa atenção concentra-se no que nos falta, o Pai procura mudar de assunto para algo que nos leve a Ele mesmo. O nobre chamado com que somos chamado sempre revela a nobreza daquele que nos chamou.

Quando começaremos a pensar sobre o quanto valemos diante de Deus? O valor de alguma coisa é medido pelo quanto as pessoas pagarão por tal coisa; isso é uma verdade que todos nós aceitamos. Assim, temos que repensar qual é o nosso valor. Será que já reconhecemos quem somos aos olhos de Deus? Não me entenda mau; não estou incentivando a arrogância. Sem Cristo somos indignos. E é verdade que, sem ele, nada somos. Mas, eu não estou sem Ele, e nunca mais o estarei!

Não seria uma honra para ele se nós realmente acreditássemos que somos quem ele diz que somos? E que o Senhor de fato um dia fez uma grande e suficiente obra, ao salvar-nos, e que assim realmente estamos salvos? Jesus pagou um preço supremo para possibilitar uma mudança em nossa identidade. Não esta na hora de crermos e recebermos os benefícios? Se assim não fizermos nós, aqui nesse mundo dos últimos dias, vamos sucumbir em nossa confiança.

A ousadia de que necessitamos não é uma autoconfiança, mas a confiança que o Pai tem na obra de seu Filho por nós. Não é mais uma questão de céu ou inferno. É apenas uma questão de o quanto do pensamento do inferno permitirei que entre em minha mente celestial.

Bill Johnson
Quando o Céu Invade a Terra

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Manifesta Presença de Deus - Mike Bickle Parte 4

Expondo Perigos Relacionados a Manifestações

Existe a possibilidade de surgir divisões e julgamentos no corpo em função das manifestações – e precisamos fugir da mentalidade de “nós temos” e “vocês não têm”, a todo custo. Isso realmente entristece o Espírito de Deus (veja Rm 14 e 1 Co 12-14). O amor a Deus e ao próximo deve permanecer como o valor mais importante de nossa comunidade.

Fanatismo – em seu entusiasmo, as pessoas podem se exceder em seu comportamento e ser enredado pelo engano de idéias estranhas e antibíblicas. Este problema deve ser confrontado à medida que aparecer. Devemos tratar com estas situações com compaixão, tanto em particular como publicamente. Este procedimento é muito delicado, pois o verdadeiro fogo do Espírito virá sempre acompanhado por alguma medida de “fogo estranho”, introduzido pelos elementos carnais que ainda residem em crentes imperfeitos.
Negligência dos aspectos menos empolgantes e menos chamativos de nossa fé – tais como devoções diárias, oração em secreto, servir em humildade, ajuda aos pobres, demonstrações de misericórdia, amor aos inimigos, paciência no sofrimento, demonstrações de honra aos pais e às outras autoridades, restrição de apetites, treinamento de filhos, trabalhar com fidelidade, cumprir com obrigações cotidianas, dizimar, pagar contas e impostos, resolver conflitos interpessoais e manter amizades fielmente.
Deixar de lado toda disciplina e restrição em nome da “liberdade do Espírito”. Esta tensão entre liberdade e restrição precisa ser abraçada por toda a igreja. Nem sempre concordaremos com o modo como isso é administrado pelos membros do corpo. Esteja preparado para “engolir algumas moscas” a fim de não “engolir camelos”.
Deixar de colocar o foco em Deus e em outros propósitos atuais (assim como paixão por Jesus, grupos pequenos, comunidade, intercessão, evangelismo) por causa do tempo desproporcional, do fascínio e da atenção que se dedicam às manifestações em si.
Caindo no laço do orgulho da graça – não há uma espécie de orgulho mais horrenda do que a vanglória arrogante ou a sutil justiça própria das pessoas que foram abençoadas pelo Espírito. Estas graças da manifestação de Deus são concedidas para exaltar a bondade e a misericórdia de Deus e nos conduzir à gratidão e humildade. Se não nos humilharmos a nós mesmos, Deus, em seu amor, irá permitir, em algum momento, que sejamos humilhados por outros instrumentos.
Espalhando rumores e desinformações – embora seja inevitável que isso aconteça em alguma medida, com boa comunicação e algumas atitudes pode ser bem atenuado. Não tome nenhum prazer em más notícias – e faça tudo que puder para desfazê-las!
Exaltação de manifestações externas acima da obra interior e oculta do Espírito no coração das pessoas – a transformação progressiva e interior para a imagem de Jesus é o supremo alvo da obra do Espírito.
Exaltação dos frágeis instrumentos humanos que Deus está usando de maneira especial como catalisadores da obra do Espírito – devemos evitar qualquer tipo de “veneração de heróis” em nossos corações. Contudo, o fato do exército de Deus ser composto de soldados “sem rosto” não significa que não haja líderes visíveis ou membros proeminentes com ministérios públicos no corpo. Significa que todos os membros e líderes devem abraçar uma atitude de humildade, submissão e deferência a outros em seus corações.



Posicionando-nos Para Receber o Ministério do Espírito

Por isso lhes digo: Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, encontra; e àquele que bate, a porta será aberta. Qual pai, entre vocês, se o filho lhe pedir ume peixe, em lugar disso lhe dará uma cobra? Ou se pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Se vocês, apesar de serem maus, sabem dar boas coisas aos seus filhos, quanto mais o Pai que está nos céus dará o Espírito Santo a quem o pedir! (Lc 11.9-13).

Nesta passagem Jesus está, ao mesmo tempo, fazendo um convite e lançando um desafio a seus discípulos para orarem de maneira específica por algo específico. Os verbos traduzidos por “pedir”, “buscar” e “bater” estão no gerúndio nos manuscritos originais. Isso dá à frase a conotação de que as bênçãos desejadas devem ser perseguidas com ações repetidas e perseverança.
Deus quer que realmente desejemos aquilo que pedimos e que não sejamos passivos ou indiferentes a respeito. Qualquer resposta negativa que recebermos temporariamente servirá apenas para aumentar a fome por aquilo que nos foi negado.
Ele também revela que todas as petições pelas coisas boas do seu reino podem ser resumidas por um único pedido: a liberação do ministério do Espírito Santo. Deus é um Pai rico e generoso que realmente quer nos dar o ministério do Espírito Santo, mas Ele também quer que desejemos ardentemente que o Espírito Santo venha sobre nós com seus dons, fruto e sabedoria.

Respondeu Jesus: “Tenham fé em Deus. Eu lhes asseguro que se alguém disser a este monte: ‘Levante-se e atire-se no mar’, e não duvidar em seu coração, mas crer que acontecerá o que diz, assim lhe será feito. Portanto, eu lhes digo: Tudo o que vocês pedirem em oração, creiam que já o receberam, e assim lhes sucederá” (Mc 11.22-24).

Esta passagem nos instrui a orar em espírito de fé e expectativa. Quando entendemos esta promessa no contexto mais amplo do ensinamento bíblico acerca da oração, compreendemos que a abrangência de uma determinada coisa que pedimos em oração é qualificada, também, por ser ou não da vontade de Deus para nós.
Entretanto, quando se trata de pedir em oração o ministério do Espírito Santo, sabemos, pela passagem anterior, que a vontade clara de Deus é nos dar, como crentes em Jesus, a pessoa e o ministério do Espírito Santo. Então, devemos pedir ousada e confiantemente por sua presença e seus propósitos, sabendo que, no tempo certo, a resposta virá – se não nos desfalecermos nem duvidarmos.

No último e mais importante dia da festa, Jesus levantou-se e disse em alta voz: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. Ele estava se referindo ao Espírito, que mais tarde receberiam os que nele cressem. Até então o Espírito ainda não tinha sido dado, pois Jesus ainda não fora glorificado (Jo 7.37-39).

Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito (Ef 5.18).

Estas duas passagens nos dão maiores instruções acerca de como nos posicionarmos para receber o ministério do Espírito Santo. Jesus falou novamente de nossa necessidade de desejar ardentemente – de ter sede. Elas também comparam o ato de receber o Espírito a beber dele. Quando juntamos as instruções contidas nestas passagens e aplicamo-las a receber o ministério do Espírito, especialmente quando pensamos em cultos de avivamento, encorajamos as pessoas das seguintes maneiras.
Venha com desejo e propósito de receber mais das Pessoas da Trindade – o Pai, o Filho e o Espírito Santo – e não para receber manifestações exteriores. Se as manifestações começarem a ocorrer com você ou com outros:

Não tenha medo;
Receba-as de coração aberto e não as apague;
Veja-as como sinais de que o Senhor está verdadeiramente presente;
Creia que você está recebendo aquilo pelo que pediu, ainda que não haja manifestações exteriores; e
Continue em atitude de amor, adoração e gratidão enquanto espera no Senhor para trazer renovação à sua vida.

Algumas pessoas parecem ser mais suscetíveis à ocorrência de manifestações exteriores. Outras pessoas parecem ser menos suscetíveis. Ainda outras pessoas parecem ter vários tipos de barreiras que prejudicam o fluir do Espírito em e através de suas vidas. Leve estas possíveis barreiras perante o Senhor em oração e tenha a confiança de que Ele as revelará se houver alguma. Essa é uma oração muito fácil para Deus responder! Assim que tiver feito isso, não se torne muito introspectivo em relação ao assunto – pode ser que você não experimente muito este tipo de manifestação ou fenômeno exterior.
Isso não significa que você não recebeu nada do Espírito Santo. Muitas pessoas têm testemunhado a liberação de fruto e poder do Espírito em suas vidas depois de ficarem “embebidas” como esponjas na presença de Deus, em reuniões de avivamento, sem possuírem qualquer consciência exterior de terem sido cheios do Espírito.
Há uma experiência química denominada titulação. Neste experimento, há duas soluções distintas em dois tubos de ensaio separados. Gota a gota, uma solução é misturada à outra. Nenhuma reação química ocorre até que uma solução se torna supersaturada com a outra. A gota final que causa esta supersaturação causa uma reação química dramática que é visível e impressionante.
Algumas pessoas que conhecemos esperaram por muitas horas em reuniões de avivamento, sem que, aparentemente, qualquer reação espiritual tivesse acontecido. Depois, de repente, elas tiveram um poderoso encontro com o Espírito que as impactou radicalmente. Em retrospecto, passaram a crer que uma “titulação” espiritual estava acontecendo durante todas aquelas horas de esperar em Deus, e através do processo de embeber-se do ministério invisível e oculto do Espírito Santo. Seja qual for o caso, não é nos efeitos exteriores da renovação espiritual que devemos concentrar nossa atenção, mas na transformação interior de nossas almas à semelhança de Jesus.


Recomendações para Conduzir Cultos de Avivamento

 O Dr. Martin Lloyd-Jones afirmou a respeito do perigo de presumir-se acerca da misteriosa obra do Espírito Santo: “Nunca diga ‘nunca’ e nunca diga ‘sempre’ sobre o que o Espírito Santo talvez faça ou não faça”. O Senhor, de propósito, não se amolda aos padrões em que tentamos confiná-lo!

Planeje um tempo prolongado e exclusivo para esperar no Senhor, sem nenhuma outra programação especial no caso de Ele não “se manifestar” de maneira visível. Determine que será, possivelmente, um tempo vazio e sem graça, se Ele não comparecer. Olhando pelo lado positivo, este tempo pode ser visto como uma disciplina devocional para a igreja como todo. Algumas reuniões deste tipo podem beneficiar a vida da igreja, despertando nas pessoas fome e sede espirituais até então sufocadas. Se continuar fazendo reuniões assim, você pode até ficar desesperado por Deus.
Concentre sua atenção no próprio Deus por meio da adoração e/ou leitura devocional das Escrituras.
Só ofereça explicações periódicas acerca de manifestações. É melhor explicá-las se e quando acontecerem, para evitar a acusação de que está usando o poder da sugestão. Se tiver literaturas disponíveis a respeito deste assunto, poderá ajudar muito.
Dê palavras simples, centradas em Cristo, para meditação ou exortação. Faça apelos de salvação regularmente, pois geralmente há muitos não crentes participando das reuniões de avivamento, no mínimo por curiosidade, senão por alguma outra razão.
Se der espaço para testemunhos, o que pode ser muito útil como inspiração e encorajamento, estes devem focalizar no benefício que receberam no seu relacionamento com Deus e no fruto do Espírito em suas vidas, e não nos fenômenos que podem acompanhar as visitações de Deus.
Evite dar a impressão de que o Espírito Santo está sob o controle humano através de um determinado estilo ministerial. Pedimos humildemente que Ele ministre a nós. Pedimos ousadamente pela liberação de seu poder. Porém, não devemos desonrá-lo por orgulhosamente determinar ou exigir que Ele faça isto ou aquilo.  Ele se oferece a nós, mas não devemos tirar proveito de sua humildade divina, dando-lhe ordens. Se continuarmos abusando de sua presença e poder, Ele pode retirar sua presença manifesta. A história das visitações divinas confirma esta realidade.
Se você chamar atenção para o que está acontecendo com um indivíduo ou uma parte da congregação, faça isso com o propósito específico de edificar todo o grupo. Ser sincero e mais analítico nas suas comunicações como líder e facilitador é muito melhor do que se demonstrar abobalhado e fascinado com as manifestações. Ainda que o Espírito derrame risos incontroláveis em uma pessoa ou em um determinado grupo, é um acontecimento especial e santo. Devemos ter muita seriedade quanto ao gozo do Senhor, mesmo enquanto desfrutamos dele e sentimos o seu fluir. Afinal, é gozo celestial, e tudo que é celestial é assombroso por natureza.
Não tenha medo de silêncios prolongados. O Senhor, muitas vezes, não se submeterá ao nosso estilo estressado de vida, nem aos nossos caminhos impacientes. Ele quer tomar as iniciativas e assumir a liderança. Devemos esperar que Ele se mova sobre nós e aprender, depois, a seguir seus movimentos.
Dê espaço, com freqüência, para que o Senhor toque as pessoas sem intermediação humana direta. Quando isso acontece, a fé é edificada e o medo de manipulações desvanece. Permita que as pessoas reunidas se embebam na presença do Senhor por um tempo, antes de liberar os ministros para ir e impor as mãos sobre elas.
Dê espaço para que as pessoas não sintam pressão de receber a imposição de mãos. Peça que dêem um sinal ou que respondam se querem receber oração pessoal ou se simplesmente querem ter comunhão com Deus sozinhas.
Seja sensível quanto ao uso de música e cânticos durante a ministração sobre as pessoas. Às vezes, o silêncio total é melhor. Em outras ocasiões, uma música de fundo é melhor. Se a música for dominante durante a ministração pessoal, pode ser um fator negativo de distração.
Lute contra a pressão de tentar fazer as coisas acontecerem. Tente ser sobrenaturalmente natural e naturalmente sobrenatural. O avivamento é responsabilidade de Deus e precisamos confiar que Ele o fará acontecer.
Receba a medida de poder que Deus libera e expresse gratidão por isso. Se formos gratos, pode ser que Ele nos mostre coisas ainda maiores.
Se o avivamento não estiver ocorrendo em seu ambiente, considere a possibilidade de convidar alguém que Deus já tenha usado, como catalisador de renovação espiritual, para ministrar em sua igreja e ajudar a compartilhar o ministério do Espírito em uma medida maior.

Recomendamos o livreto de Sam Storms, intitulado Manipulação ou Ministério para maiores esclarecimentos sobre como conduzir este tipo de ministração.


Formando uma Equipe Ministerial de Oração

Para facilitar o ministério de renovação, é importante equipar um grupo de ministros de oração, que serão designados pela liderança para ajudar a orar pelas pessoas. Os requisitos para fazer parte deste grupo não devem ser elevados, mas, infelizmente, é necessário separar aqueles que vão realmente orar dos outros que vão explorar!
Precisamos, portanto, estabelecer um modelo de ministração coletiva e individual no Espírito que possa ser transmitido a outros com o passar do tempo. O modelo precisa ser simples o suficiente para ser facilmente aplicado e transferido.
O maior desafio acontece quando se tem de excluir algumas pessoas do ministério de orar por outros, por diversas razões. Precisamos ser claros quanto àquilo que qualifica e o que desqualifica alguém neste tipo de ministério de oração, e reunir a coragem de falar sobre isto em nossos ensinamentos e ao lidar pessoalmente com indivíduos. Isso se torna um assunto mais sério, à medida que o tempo passa, e aqueles que receberam “mais” têm o desejo de dividir o que receberam.
Precisamos estar dispostos a lidar com situações específicas que surgem em que algumas pessoas se sentem desconfortáveis quando alguém ora por elas com imposição de mãos. Há muito temor de que coisas negativas possam ser transmitidas quando se recebe ministração de pessoas que têm consideráveis problemas pessoais e espirituais.
As pessoas devem passar por um curso informativo de orientação e treinamento, mas muitas pessoas podem “formar-se” neste curso e, mesmo assim, não saírem qualificadas para fazer parte da equipe ministerial. É preciso fazer uma análise mais minuciosa.
Uma vez formada a equipe, devemos então trabalhar com ela e, somente com raras exceções, se necessário, sair fora do esquema previamente estabelecido.
A seguir algumas características que cremos ser necessárias como qualificações para um candidato ao ministério de oração:

Ser membro ativo e ajustado da igreja;
Apresentar bom testemunho e ter sede de crescer espiritualmente;
Não ter nenhuma necessidade conhecida de libertação de demônios;
Não apresentar notáveis comportamentos sociais inaceitáveis, na aparência, no falar ou nos hábitos;
Possuir a recomendação de um pastor da igreja, com a aprovação do restante do ministério pastoral;
Ter passado por treinamento no ministério de oração pessoal;
Ter um espírito tratável, sujeito a receber correção em sua atuação na equipe sem se sentir ferido ou abandonar o trabalho.

Ao ponderarmos sobre as coisas que parecem mais importantes para nós no tocante a ministração pessoal, entendemos que os valores básicos tendem a se encaixar nas mesmas categorias gerais do fruto do Espírito, que Paulo menciona em Gálatas 5.22-23. Vamos analisar cada fruto do Espírito e considerar como cada um deles pode ser aplicado ao ministério de oração.

Amor. O amor pode ser visto como a característica que engloba os demais, da qual todos os outros aspectos do fruto do Espírito fluem. Na verdade, o fruto do Espírito é nada menos que o caráter de Jesus Cristo, manifestado em e através dos crentes. Quando oramos pelos outros, precisamos considerar a nós mesmos como servos e não como heróis. O espírito de serviço é a característica mais marcante do amor genuíno. Quando oramos pelos outros, devemos estar cientes de que o momento é muito mais deles do que nosso. Um espírito de amor nos auxiliará a manter esta visão.
Alegria. “A alegria do Senhor é a nossa força.” “Sirva o Senhor com alegria.” Precisamos orar pelos outros com prazer, com a alegre consciência do privilégio que nos foi dado. Mesmo que não esteja emocionalmente empolgado, você precisa fazer uso do depósito de alegria que está no seu interior. Você pode fazer isso, meditando e concentrando no fato de que você é cristão, um templo do Espírito Santo, perdoado de seus pecados, destinado para o céu, útil para Deus, o recipiente de muitas bênçãos, etc. Em outras palavras, tente visualizar quem você é em Cristo, e quem é o próprio Cristo. Aí, estaremos aptos a colocar temporariamente as pressões pessoais atrás de nós e focar nas necessidades daquele que está diante de nós. Procure deixar o gozo do Senhor brilhar através de seus olhos e no seu semblante. Se você ainda não consegue achar esta alegria na sua fonte interior, confesse sua fraqueza ao Senhor e peça que Ele graciosamente supra esta lacuna naquele momento e ore mais sobre isso depois.
Paz. A autoridade para ministrar a bênção da paz a outros no nome de Jesus nos foi concedida. Devemos conduzir outros à experiência de estar em paz com Deus, consigo próprios e com os outros. Devemos abordá-los com um espírito pacífico – um coração que descansa na capacidade de Deus de trabalhar através de nós, apesar da nossa fragilidade.
Paciência. Às vezes, precisamos “diminuir o ritmo” e tomar mais tempo para ministrar individualmente em oração. O Espírito Santo não gosta de ser pressionado – Ele é quem quer tomar a liderança. Geralmente, Ele demora um pouco para manifestar seu poder. Na quietude da alma, conseguimos receber melhor as impressões do Espírito sobre nossos espíritos, mentes, emoções e físicos. Oração calma e persistente, muitas vezes, é necessária para embeber o espírito da pessoa e remover fortalezas resistentes do maligno.
Amabilidade. Freqüentemente, oramos por pessoas cujas vidas foram arruinadas pelo pecado. Muitas destas pessoas não aprenderam comportamentos sociais aceitáveis e possuem qualidades desagradáveis no seu caráter. Muitas abraçaram doutrinas erradas e podem estar sob opressão de demônios. Precisamos estar dispostos a suportar com graça sua imaturidade e lidar bondosamente com suas idéias erradas. Precisamos vencer o mal com o bem e ser amáveis àqueles que são rudes conosco. Isso traz honra ao Senhor e oferece às pessoas uma melhor chance de receber auxílio dele.
Bondade. Precisamos zelar genuinamente pelas necessidades alheias e, portanto, devemos estar dispostos a demonstrar este cuidado pelas pessoas de maneira prática, depois de lhes ministrarmos em oração. Podemos não ter os recursos em nós mesmos, mas talvez conheçamos outros que tenham, para onde podemos encaminhá-los. Precisamos quebrar os ciclos de injustiça na vida das pessoas ao invés de perpetuá-los, principalmente por estar ministrando no nome do Senhor. Além disso, jamais devemos trair a confiança sagrada depositada em nós por pessoas que se tornam vulneráveis ao permitirem que oremos por elas. Na história do cristianismo, muitas influências negativas, sob a fachada de “ministério”, já foram transferidas às vidas de pessoas vulneráveis. Tenhamos o máximo cuidado para não aumentarmos ainda mais esta lista.
Fidelidade. Devemos nos engajar na ministração pessoal através da oração, sabendo que isso demandará perseverança de nossa parte. Em muitas ocasiões, teremos que orar mais de uma vez pela mesma pessoa, pelas mesmas necessidades. Não devemos nos intimidar por aparentes fracassos. Precisamos nos lembrar de que, se formos fieis no pouco, Deus nos dará mais recursos para usar. A unção do Espírito Santo aumenta em nós, à medida que colocamos em prática aquilo que já temos. Comprometa-se em orar por centenas de pessoas pelo resto de sua vida e verá o que Deus irá fazer.
Mansidão. Precisamos ter sempre a consciência, ao orarmos pelas pessoas, que não temos as respostas para elas, mas que conhecemos alguém que tem. Isso nos protege da presunção e também de fórmulas vazias. Nossas ações, tanto físicas como verbais, precisam comunicar mansidão, e não aspereza ou impaciência. Se pudermos fazer as pessoas se sentirem à vontade, por saberem que estão seguras conosco, elas terão mais facilidade para receber do Senhor.
Domínio Próprio. Recomendamos que as pessoas “abaixem a tensão”, tanto emocional como fisicamente, quando forem orar pelos outros. Se você estiver sentindo uma forte manifestação exterior ou visível ou se estiver envolvido numa experiência incontrolável do Espírito Santo, procure permanecer numa atitude receptiva e espere até se acalmar para entrar numa atitude de ministrar a outros. Precisamos reconhecer o perigo de inconscientemente manipularmos os outros, colocando sobre eles uma pressão errada de responder às nossas manifestações, quando violamos este princípio. No entanto, há exceções a esta regra geral. Uma delas é se uma pessoa lhe pedir especificamente para orar com ela, quando você está neste estado extasiado. Outra, possivelmente, é se a outra pessoa é um amigo e você sabe que ela realmente gostaria de ter tal experiência. Pode haver ainda outras exceções.

Se orarmos pelas pessoas com estes valores profundamente estabelecidos em nosso coração, será mais difícil de errarmos. Embora a ministração pessoal não seja uma ciência exata, não há lei contra orar pelos outros se estas coisas estiverem em nós (Gl 5.23). Estes princípios devem ser considerados os primeiros passos para entrar num estilo de vida de orar pelos outros. Por este caminho, minimizamos, ainda que não seja possível erradicar, os riscos associados a orar pelas pessoas com graça e poder.
À medida que determinadas pessoas desenvolverem um histórico de especial unção nesta ministração pessoal, seus líderes podem dar-lhes mais liberdade de assumir riscos maiores com o ministério profético ou de oração.


Reações Apropriadas à Renovação Espiritual

Então, como podemos caminhar corajosamente para frente, procurando ser bons despenseiros, tanto da multiforme graça de Deus como das fraquezas humanas, estranhamente misturadas dentro do contexto de avivamento? Finalizaremos com sete sugestões de como honrar o Senhor em meio à renovação e avivamento espiritual.

Assuma a postura de “aprendiz” e não de “expert” no ministério do Espírito Santo. Na verdade, há poucos em nossa geração que foram à nossa frente em algumas destas áreas. Devemos manter a posição de pequenas crianças diante do nosso Pai Celestial, o Senhor Jesus e o Espírito Santo. Devemos ter mais confiança neles e na sua capacidade de ensinar e guiar do que na nossa habilidade de aprender e seguir. Felizmente, o seu compromisso conosco é mais forte do que o nosso com eles. E esta, realmente, é a fonte de nossa força.
Seja paciente, bondoso e tolerante com as diferenças de perspectiva dentro da comunidade dos salvos e nas várias correntes do corpo de Cristo. Se Deus é a verdadeira fonte de um mover do Espírito Santo, Ele será bem capaz de agir independentemente de nossos julgamentos e críticas para defender sua honra, e levantará, por sua conta, testemunhas confiáveis e advogados de defesa. Não temos de provar a ninguém que algo é de Deus, se realmente for!
Dê espaço e crie suficientes oportunidades para que o Espírito possa se manifestar nos contextos criados especificamente para promover renovação e a ação soberana de Deus entre seu povo. Evidentemente, Deus pode irromper em qualquer contexto com sua manifesta presença, sem qualquer ajuda ou planejamento humana. Entretanto, se apenas alguns indivíduos isolados estão sendo afetados, a liderança precisa avaliar se o curso de uma determinada reunião coletiva precisa ser alterado.
Demonstre e ensine as devidas restrições que cada um deve impor sobre si mesmo, procurando estar sensível a cada situação e contexto específico. Como o amor se manifestaria ou o que pediria nesta determinada situação? Procure se submeter àqueles que estão em autoridade, em nome da paz e da unidade. Erros de discernimento certamente ocorrerão no contexto de um avivamento, quando há mais elevado temor, tanto de “apagar o Espírito” como de “cair no engano”. Encoraje as pessoas a falar com seus líderes em particular, se discordarem de alguma direção que deram ou estão dando à igreja.
Busque nas Escrituras novas revelações acerca dos caminhos de Deus com seu povo.
Estude a história dos avivamentos. Sabedoria e erros são mais facilmente detectados com o benefício da retrospectiva.
Encoraje as pessoas a se regozijarem, se foram pessoalmente visitados de forma exterior pelo Espírito Santo ou se não foram, pelo fato de Deus estar visitando a igreja em geral. Não sejamos tão individualistas na nossa maneira de pensar. Tenhamos todos a confiança de que o Senhor nos dará a porção que nos cabe em qualquer visitação, e alegremo-nos pelo que Ele está fazendo com os outros. Esta atitude nos coloca na melhor posição possível para receber aquilo que Deus realmente tem para nós como indivíduos.


Notas do Apêndice I

Francis MacNutt, Overcome by the Spirit, 35.
Jonathan Edwards, The Works of Edwards, “A Narrative of Surprising Conversions and the Great Awakening,” 37-38.
Ibid.,45.
Ibid., 547.
Ibid., 550.
John White, When the Spirit Comes with Power, 70.

A Manifesta Presença de Deus - Mike Bickle Parte 3

Precedentes Históricos para Manifestações do Espírito

Existe uma riqueza de documentação que afirma a ocorrência de extraordinários fenômenos físicos, causados nas pessoas pela presença do Espírito Santo, ao longo de toda a história dos avivamentos, em praticamente todas as ramificações da igreja cristã.
A seguir, uma pequena amostra das centenas de citações existentes que comprovam este fato. Sam Storms editou e publicou uma história marcante chamada “Heaven on Earth” (O Céu na Terra), sobre a esposa de Jonathan Edwards, Sarah, e seu encontro com o Espírito Santo.

Santa Teresa de Ávila (1515-1582) escreveu sobre o assunto de ser arrebatada em êxtase: “A pessoa raramente perde a consciência; algumas vezes cheguei a perdê-la totalmente, mas isto me aconteceu raramente e apenas por um curto espaço de tempo. Como regra, a consciência é afetada, mas, apesar de ficar incapaz de interagir com elementos exteriores, a pessoa ainda pode ouvir e entender vagamente, como se estivesse a quilômetros de distância.” ¹
Jonathan Edwards, considerado um dos maiores teólogos da história, viveu durante a época do Grande Despertamento na América, nas décadas de 1730 e 1740. Edwards oferece algumas das mais sensatas e compreensivas avaliações, reflexões e análises bíblicas a respeito de manifestações do Espírito.

Foi maravilhoso ver como os sentimentos das pessoas foram impactados, algumas vezes, quando Deus parecia literalmente abrir seus olhos de repente e permitir que penetrasse em suas mentes um senso da grandeza de sua graça, a plenitude de Cristo, e sua disposição para salvar... Esta agradável surpresa fez com que seus corações saltassem, por assim dizer, de tal forma que elas rompessem em gargalhadas, ao mesmo tempo que lágrimas corressem como torrente, misturando tudo com altos choros. Às vezes, não conseguiam se segurar, e choravam em alta voz, expressando sua grande admiração. ²
... algumas pessoas tiveram tão profundos anseios por um encontro com Cristo, ou que aumentaram no seu interior, a ponto de perderem, quase por completo, suas forças naturais. Alguns foram tão tomados pela percepção do amor de Cristo, ao morrer por tais criaturas pobres, miseráveis e indignas, que seus corpos ficaram extremamente enfraquecidos fisicamente. Várias pessoas tiveram um senso tão grande da glória de Deus e da excelência de Cristo que a natureza e a vida aqui pareciam submergir sob seu peso; e, com toda probabilidade, se Deus lhes tivesse mostrado um pouco mais de si mesmo, sua própria estrutura humana teria desmoronado... Essas pessoas têm testemunhado, quando recuperaram a capacidade de falar, da glória das perfeições de Deus. ³
Era algo muito comum ver o santuário cheio de pessoas chorando alto, desmaiando, sentindo convulsões e fenômenos semelhantes, expressando tanto desespero como admiração e alegria. 4
... muitos, em seus sentimentos religiosos, foram elevados a um nível muito superior a qualquer experiência anterior: houve alguns casos em que pessoas caíam numa espécie de transe, permanecendo por talvez vinte e quatro horas imóveis, com seus sentidos inertes; entretanto, neste mesmo período, tiveram fortes sensações de serem levadas ao céu, onde viram coisas gloriosas e maravilhosas. 5

O relato a seguir foi dado por um ateu, “pensador livre”, chamado James B. Finley, que esteve no avivamento de Cane Ridge, Kentucky, em 1801:

O barulho era como das cataratas do Niágara. Parecia que uma vasta multidão de homens e mulheres estava sendo agitada por uma tempestade...
Algumas das pessoas cantavam, outras oravam, algumas clamavam por misericórdia da forma mais suplicante imaginável, enquanto outros vociferavam a plenos pulmões. Enquanto testemunhava estas cenas, fui tomado por uma sensação peculiarmente estranha, como nunca antes tivera. Meu coração batia aceleradamente, meus joelhos tremiam, meus lábios estremeciam, e senti que estava prestes a cair. Um estranho poder sobrenatural parecia permear toda as mentes da multidão ali reunida... Num determinado momento, vi pelo menos umas quinhentas pessoas caírem de uma vez, como se uma bateria de mil armas houvesse aberto fogo contra elas. Logo após, houve gritos agudos e clamores que pareciam rasgar os próprios céus... Fugi para o bosque pela segunda vez, e arrependi-me de não ter ficado em casa. 6


Um Catálogo de Manifestações e Fenômenos Espirituais

O modelo hebraico e bíblico da personalidade unificada mostra que o espírito afeta o corpo. Há vezes em que o espírito humano pode ser tão afetado pela glória de Deus que o corpo humano não é capaz de conter a intensidade destes encontros espirituais – e o resultado pode vir na forma de estranhas manifestações físicas. Às vezes, mas certamente não sempre, reações físicas são simples reações do corpo à atividade do Espírito Santo e não diretamente causadas por Ele.
Em outras ocasiões, reações físicas podem ser causadas por poderes demoníacos que ficam agitados diante da manifesta presença de Deus. Parece ser comum nas narrativas no Novo Testamento que os demônios se sintam obrigados a sair do esconderijo quando Jesus ou os apóstolos se aproximavam (por exemplo, o demônio gadareno e a escrava adivinhadora em Filipos). Algumas destas experiências estranhas podem ser consideradas mais como “fenômenos de avivamentos” do que “manifestações do Espírito”. Entretanto, isso não implica que sejam manifestações carnais ou que devam ser proibidas.
A seguir, alguns fenômenos e manifestações observados em experiências contemporâneas:

Tremores, convulsões, perda da força física, respirações profundas, olhos agitados, tremores de lábios, aparecimento de óleo no corpo, mudanças na cor da pele, choros, risos, “embriaguez”, perda do equilíbrio, dores como de parto, danças, caindo no chão, visões, ouvindo audivelmente do mundo espiritual, proclamações inspiradas (isto é, profecia), línguas, interpretação; visitações e manifestações angélicas; pulando, rolando no chão com muita agitação, gritando, ventos, calor, eletricidade, frio, náuseas ao discernir a presença maligna, aromas ou paladar como evidências de presenças boas e malignas, formigamento, dores no corpo ao discernir doenças, sensação de peso ou leveza no físico, transes (um estado físico alterado enquanto a pessoa vê e ouve no mundo espiritual), incapacidade de falar normalmente e alterações físicas no mundo natural (como, por exemplo, desarmar os disjuntores elétricos por uma grande descarga elétrica, sem causa natural).


Propósitos Divinos para Manifestações Exteriores

As Escrituras dizem que Deus escolheu as coisas loucas para realizar sua obra:

Porque a loucura de Deus é mais sábia que a sabedoria humana, e a fraqueza de Deus é mais forte que a força do homem. Irmãos, pensem no que vocês eram quando foram chamados. Poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento. Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele (1 Co 1.25-29).

Deus, muitas vezes, ofende a mente para testar e revelar o coração. No relato do derramamento do Espírito no dia de Pentecostes em Atos 2.12-13, algumas pessoas ficaram maravilhadas, outras perplexas e outras escarneceram. Ainda vemos estes três tipos de resposta à obra do Espírito e aos eventos resultantes, nos dias de hoje. Este “caminho de Deus” desafia nossas inapropriadas “questões de controle” e tem, como objetivo, quebrar nossas inibições carnais e orgulho.

O Senhor se levantará como fez no monte Perazim, mostrará sua ira como no vale de Gibeom, para realizar sua obra, obra muito estranha, e cumprir sua tarefa, tarefa misteriosa (Is 28.21).

A seguir, algumas das razões pelas quais Deus pode utilizar eventos estranhos e/ou excêntricos para expandir seu reino entre os homens.


Para Demonstrar Seu Poder por Sinais e Maravilhas

Os sinais são dados para chamar atenção, não para si mesmos, mas para o Deus que existe e está presente. Os milagres intrigam os homens quanto aos mistérios dos caminhos de Deus. Deus quer que baseemos nossa fé em seu poder e não na sabedoria dos homens (1 Co 2.4-5).
As Escrituras validam o conceito da comunicação transracional da graça, do poder e da sabedoria de Deus. Às vezes, mas com certeza não sempre, Deus deixa nossa mente de fora quando seu Espírito se move sobre nós e dentro de nós. Orar em línguas é o exemplo mais claro disto no Novo Testamento.

Pois, se oro em uma língua, meu espírito ora, mas a minha mente fica infrutífera. Então, que farei? Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento (1 Co 14.14-15).

Algumas das experiências envolvendo manifestações e fenômenos de renovação espiritual se enquadram nesta categoria.


Para Aprofundar Intimidade Prática com Deus – Conhecendo a Deus e sendo Conhecido por Ele

Para Comunicar Graça e Poder para Superar Correntes Internas – Medo, Lascívia, Orgulho, Inveja, Ganância, Engano, Amargura, etc.

Uma irmã em Cristo que conhecemos teve uma experiência espiritual com manifestações de alegria e risos, numa determinada noite. Ela se regozijava no Senhor enquanto voltava para casa naquela noite. O que a surpreendeu, ao entrar em sua casa escura, foi perceber que o medo do escuro que tivera e que a atormentara desde criança havia desaparecido completamente.
Até aquele momento, não houvera qualquer indício de que esta corrente fora quebrada. Ninguém havia orado por ela com relação a este problema. De alguma maneira, o problema foi removido de maneira transracional, resultado secundário de um encontro com a alegria do Espírito.

Comunicar Amor, Paz, Alegria, Temor de Deus, etc

Sue é outra garota em nossa comunidade que recentemente caiu no chão sob o poder do Espírito Santo e que, depois de um tempo, teve uma visão de uma corda sendo retirada de seu ventre pelo Senhor Jesus. Ela discerniu que a corda representava “indignidade” e, a partir daquele momento, foi tomada pelo amor e paz de Cristo como nunca antes experimentara, depois de anos de conversão.

Efetuar Curas – Físicas e Emocionais

Jill é uma mulher em nossa igreja que experimentou uma impressionante cura física. Há pouco tempo, enquanto recebia uma intensa ministração de oração, ela caiu sob o poder do Espírito várias vezes. A única coisa que percebia conscientemente era a grande sensação de alegria e paz.
Entretanto, há algum tempo, ela sofria de uma séria doença nos olhos e do mal de Parkinson. A enfermidade nos olhos a impedia de produzir lágrimas normalmente. Era necessário aplicar colírio de hora em hora.
Quando voltava da conferência onde teve a experiência citada acima, ela se deu conta de que fazia quatro horas que não aplicava seu colírio. Desde aquele dia, ela nunca mais precisou de nenhum tipo de colírio. Além disso, ela consegue andar e falar normalmente, à medida que os sintomas do mal de Parkinson, até agora, estão diminuindo.


Para Criar Vínculos com Outros Crentes – Barreiras Relacionais Caem quando as Pessoas Experimentam a Presença do Espírito Juntas

Para Comunicar Unção para Servir

Scott é um de nossos pastores que, antes de se tornar parte de nossa equipe, foi conduzido por Deus através de muitas provações, quebrantamentos e frustrações no tocante à ministração ao povo de Deus e à vida em geral.
Ele estava tão traumatizado espiritualmente que, por vários meses depois de ser liberado para ministério de tempo integral, ainda estava ressabiado, esperando o momento em que as coisas iriam desmoronar em sua vida outra vez.
O Espírito Santo começou a invadir sua vida das maneiras mais incomuns e estranhas que se possa imaginar. Ele tem passado muitas horas prostrado no chão, neste último ano, sob a ação do Senhor, tanto em reuniões públicas como na privacidade de sua própria casa.
Algumas de suas experiências parecem ter sido de natureza intercessória e profética, mas muitas foram simplesmente manifestações físicas, sem qualquer aparente ligação espiritual. Mas ao longo deste ano, Scott foi poderosamente transformado, tanto no seu interior como na sua ministração a outros. É difícil questionar a genuinidade e a natureza divina destes seus estranhos encontros com Deus.


Para Liberar a Palavra de Deus – Sensibilização Profética e Poderosa Pregação

JoAnn teve vários encontros com o Espírito Santo nos últimos dois anos. Ela treme, ri e chora na presença de Deus e tem visto o mesmo acontecer com outros nas reuniões de renovação. Ela chegou a ponto de perguntar ao Senhor: “Deus, para onde isso vai nos levar?”
Depois, recentemente, ela teve outro encontro com manifestação de tremores durante uma conferência e, de repente, ela recebeu uma unção de proclamação profética, com um nível de precisão e profundidade de revelação que jamais experimentara durante os muitos anos anteriores em que exercera o dom de profecia inspirativa.


Para Inspirar Intercessão – Conquistado para Ministrar em Oração Eficaz e Dirigida pelo Espírito

Para Aumentar e Liberar Capacitações Espirituais

Parece que as manifestações ligadas ao ministério de avivamento têm o objetivo primordial de trazer refrigério, encorajamento e cura. Isso deve levar a um nível de discipulado mais profundo (crescimento na fé, na esperança e no amor).
Isso deve, então, produzir um testemunho mais poderoso e eficaz para Cristo, além de evangelismo, crescimento da igreja e implantação de novas igrejas. Cremos que o grande avivamento que esperamos virá como resultado desta renovação que está acontecendo agora. Este mesmo padrão de estratégia divina já está acontecendo em várias partes da América do Sul, nos últimos dez anos.


Expondo Falsas Equações Acerca das Manifestações

Se eu fosse uma pessoa mais dedicada, eu experimentaria estas manifestações do Espírito. Este tipo de experiência não está relacionado à nossa paixão e diligência espirituais, mas é fruto da operação da graça e da providência de Deus.
Muitas pessoas foram visivelmente tocadas pelo Espírito Santo. O avivamento chegou! Na verdade, o entendimento clássico de avivamento vai muito além da experiência de manifestações, pois inclui profundas e abrangentes transformações espirituais e práticas de indivíduos, movimentos espirituais, regiões geográficas e nações inteiras. Os termos “renovação” e “refrigério” são mais apropriados para a obra do Espírito que encoraja e inspira aqueles que já são convertidos. Nossa esperança é de que a renovação nos leve a um avivamento completo. Portanto, mais motivo ainda para continuarmos a orar e crer para que isso aconteça!
As pessoas que Deus tem usado para comunicar o seu poder são realmente maduras e sensíveis a Deus. Deus deve realmente amá-las mais do que a mim. Mas se eu for mais diligente, talvez eu me torne qualificado para fazer as mesmas coisas. As pessoas que fluem em “ministérios de poder”, às vezes, passam sem perceber a imagem de que os dons de poder são medalhas de honra, recebidas em virtude de sua espiritualidade. Por causa disso, muitos crentes dedicados e sinceros se sentem condenados. Estes dons e chamamentos são dons gratuitos da graça, e Deus concede-os como quer a vários membros do corpo de Cristo. Em tempos de visitação espiritual, um número de membros bem maior que o normal é usado para transmitir o Espírito.
Simplesmente fique aberto e sensível ao Espírito Santo e será visivelmente tocado também. Haveria muito menos perplexidade se funcionasse assim, mas na verdade não funciona. Embora muitas pessoas possam ter barreiras emocionais que impedem a obra do Espírito, já houve muitos indivíduos céticos e cínicos que foram poderosa e visivelmente tocados por Deus. Outros que são muito abertos e ansiosos por receber um toque de Deus não são muito fortemente alcançados, pelo menos exteriormente. Temos de nos abster de decidir quem está “aberto” e que está “fechado”, ou de achar que sabemos o que ajuda ou impede alguém de receber de Deus.
Certamente, muitas pessoas têm barreiras que as impedem de receber livremente do Espírito de Deus. Podem ser coisas como medo, orgulho, pecados ocultos, raiz de amargura, falta de perdão, incredulidade, sentimento de culpa e assim a lista continua. Se você acha que tem alguma destas barreiras, peça a Deus para revelar-lhe o que é. Ele será fiel e responder-lhe-á a seu tempo. Enquanto isso, não presuma que só pode ser uma barreira que o impede de receber algo de Deus.
Se é realmente o Espírito de Deus que está tocando e agindo nestas pessoas, haverá “fruto” instantâneo e/ou duradouro em suas vidas. Na verdade, Deus se aproxima de muitas pessoas a fim de atraí-las a si mesmo através desses encontros com sua graça, que nunca produzirão o fruto que Ele espera. Não há garantias que haverá “fruto” como resultado destes “convites divinos”. As pessoas são livres para responder plena ou parcialmente, ou até para ignorar tais oportunidades espirituais.
Se é realmente o poder do Espírito Santo que está operando nestas pessoas, então não deveriam ter qualquer controle sobre suas reações e comportamentos. Existem, realmente, experiências com o Espírito em que se perde o controle; entretanto, são muito mais raras do que a maioria imagina. Há uma combinação misteriosa entre o poder divino e o humano que está envolvida na obra do Espírito. Pedro sabia como caminhar e tinha o poder de dar os primeiros passos quando Jesus o convidou para vir sobre as águas.
O lado sobrenatural do evento foi que ele não se afundou quando andou sobre o mar. No início, na hora de aceitar a manifesta presença do Espírito, temos mais controle à nossa disposição para responder à sua atividade. No meio da experiência, depois de abrirmos os braços e o coração à operação do Espírito, geralmente há menos controle no lado humano, mas, mesmo assim, ainda há a possibilidade de “retirar-se” da experiência, caso haja desejo ou necessidade. Há exceções a esta regra geral, e precisamos aprender a reconhecê-las.
“Há tempo para tudo”, disse Salomão. O Espírito Santo sabe disso (foi Ele quem o escreveu!), e Ele não ficará, necessariamente, entristecido quando os dirigentes na igreja ou em uma determinada reunião discernem que, por exemplo, está na hora de todos ficarem quietos e atentos à pregação da Palavra e, portanto, pedem à assembléia que se porte apropriadamente. Isso não deve ser visto automaticamente como a ação de um “espírito dominador”! Amor em comunidade implica em aceitar restrições individuais. Liberdade absoluta é absoluta sandice.

A Manifesta Presença de Deus - Mike Bickle Parte 2

Exemplos Bíblicos da Manifesta Presença de Deus

A base para a ocorrência de fenômenos físicos e manifestações visíveis vem desta doutrina bíblica da manifesta presença de Deus. A seguir, mais alguns exemplos bíblicos desta manifesta presença de Deus em operação:

Daniel perdeu os sentidos, sem forças, aterrorizado pela presença de Deus (Dn 8.17; 10.7-10,15-19).
Fogo do céu consumiu os sacrifícios (Lv 9.24; 1 Rs 18.38; 1 Cr 21.26).
Os sacerdotes não puderam ficar de pé diante da glória de Deus (1 Rs 8.10,11).
Salomão e os sacerdotes não puderam permanecer ali de pé, por causa da glória de Deus (2 Cr 7.1-3).
O Rei Saul e seus homens antagonísticos foram tomados pelo Espírito e começaram a profetizar ao se aproximarem do acampamento dos profetas (1 Sm 19.18-24).
A sarça que ardia, mas não se consumia (Êx 3.2).
Trovões, fumaça, tremores de terra, sons de trombetas e vozes no Monte Sinai (Êx 19.16).
Moisés viu a “glória de Deus” passar por ele; a face de Moisés brilha sobrenaturalmente (Êx 34.30).
Jesus e suas vestes brilham sobrenaturalmente, a nuvem sobrenatural e a visita de Moisés e Elias (Mt 17.2-8).
O Espírito Santo desce em forma de pomba (Jo 1.32).
Guardas incrédulos caem por terra (Jo 18.6).
Pedro e Paulo entraram em êxtase e viram e ouviram coisas no mundo espiritual (At 10.10; 22.1).
Saulo de Tarso viu uma luz brilhante, caiu de seu cavalo, ouviu Jesus audivelmente e ficou cego temporariamente (At 9.4).
João caiu como morto, sem força física, e viu e ouviu coisas no mundo espiritual (Ap 1.17).
Uma virgem concebe o Filho de Deus (Lucas 2.35).
Um Novo Exame da Controvérsia em Corinto

Em 2 Coríntios 5.12-13, Paulo descreve uma controvérsia entre os crentes professos em Corinto:

Não estamos tentando novamente recomendar-nos a vocês, porém lhes estamos dando a oportunidade de exultarem em nós, para que tenham o que responder aos que se vangloriam das aparências e não do que está no coração. Se enlouquecemos, é por amor a Deus; se conservamos o juízo, é por amor a vocês (2 Co 5 12-13).

Paulo estava desafiando a mentalidade de algumas pessoas que olhavam para as aparências externas e não discerniam corretamente a essência de uma determinada questão. Ele estava exortando seus leitores a tirar proveito máximo de uma oportunidade que a providência de Deus lhes estava concedendo.
Que problema foi esse? O versículo seguinte nos diz. Paulo revela que a controvérsia girava em torno de dois diferentes estados gerais que ele e outros crentes experimentavam periodicamente. O primeiro modo de existência foi o que chamou de “enlouquecer”. Esta palavra, no grego, só é usada no Novo Testamento na ocasião quando as pessoas de Nazaré acusaram Jesus de estar louco.
Interessante que a palavra extasiado vem de uma palavra em latim que quer dizer “estar fora de si”. Paulo, aparentemente, se referia ao que tradicionalmente é conhecido como experiências e fenômenos espirituais extáticos. Ele estava exortando os crentes de Corinto a não se escandalizarem com esta santa e genuína atividade do Espírito que não parecia “respeitável” ou nem mesmo “racional”. Pelo contrário, desafiou-os a “exultar”, ou seja, regozijar grandemente por tais visitações estarem ocorrendo entre eles, liberando maior paixão por Deus em seus corações.
A história da igreja é cheia de testemunhos de tais experiências com o Espírito, em muitos séculos diferentes e em numerosas e diversas culturas. Paulo contrasta este estado de existência com o “conservar o juízo” – e todos sabemos o que é o oposto de estar “ajuizado” ou “sóbrio”.
De fato, Paulo sabia o que era estar embriagado do Espírito Santo. É por isto que até comparou a embriaguez com vinho a estar continuamente cheio do Espírito Santo: “Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito” (Ef 5.18).  Deus inventou o estado original e legítimo de estar “alto” ou “enlevado”, e é induzido espiritualmente, não de forma natural ou química.
“Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17). A alegria é uma das características fundamentais da experiência cristã. A alegria do Senhor é a nossa força. Temos a promessa do óleo de alegria no lugar do pranto. Devemos servir o Senhor com alegria.
Jesus prometeu nos dar a sua alegria, e Ele foi ungido com o óleo de alegria mais do que a seus companheiros. Certamente, a alegria do Senhor é mais profunda que nossos sentimentos ou comportamento, mas pensar que essa alegria sobrenatural poderia ou deveria nunca transbordar para entrar na esfera das nossas emoções e afetar nossas áreas físicas e comportamentais seria totalmente ridículo.
Alegria visível nos crentes talvez seja a melhor propaganda do Evangelho. Os não convertidos talvez não queiram tomar o tempo para ouvir nossos sermões sobre justiça. Talvez não tenham interesse em perguntar-nos acerca de nossa experiência de paz interior. Mas será muito difícil que ignorem a alegria que repousa sobre nós pela unção do Espírito Santo.
Por isso, a mídia deu tanta atenção ao “avivamento do riso” que ocorreu no meio da década de 90. Deus usa a realidade da alegria que cobre os cristãos cheios do Espírito Santo como forma de intrigar os incrédulos, a fim de que sejam mais abertos para ouvir a mensagem do evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.
O livro de Joel também usou a analogia do vinho quando fala do derramamento do Espírito. E, claro, Pedro interpretou profeticamente o que estava ocorrendo no dia de Pentecostes como um cumprimento, pelo menos parcial, da profecia de Joel. Naquele dia, os espectadores acusaram as 120 pessoas cheias do Espírito Santo de estarem embriagados com vinho.
Provavelmente, o que viram ali aquele dia foi um pouco além de uma cena de pessoas contidas, estóicas e sérias falando em outras línguas – era de gente tomada e inundada pela manifesta presença do Deus vivo! É totalmente consistente com a natureza de Deus usar algo simples e profundo como a alegria, entre outras coisas, e seus efeitos sobre as pessoas, para cativar a atenção espiritual dos incrédulos esgotados, entediados e endurecidos da nossa geração. “Manda mais, Senhor!”
Queremos ressaltar, também, que de modo algum pensamos que este atual mover de vida nova do Espírito será limitado à experiência da alegria. O relato em Atos 2 não é apenas o registro histórico do que aconteceu em Jerusalém no primeiro século, mas também uma revelação divina do que sucede quando a plenitude do Espírito Santo vem em determinado tempo e lugar.
Naquela visitação de Deus houve manifestações de vento, fogo e vinho do Espírito. Antes que Ele termine, haverá “sangue, fogo e nuvens de fumaça”.
O “fogo de Deus”, na convicção de pecados, intercessão apaixonada e temor do Senhor, junto com os “ventos de Deus”, em eventos públicos sobrenaturais e conseqüentes conversões em massa, também serão restaurados na igreja.
Além de ver o povo de Deus renovado, queremos também que os cegos vejam, os surdos ouçam, os paralíticos andem, os mortos sejam ressuscitados e o evangelho seja pregado com poder aos pobres. Ansiamos por ver o surgimento de comunidades maduras, com vida interior, sem necessidade de métodos ou pressões externas, que se multiplicam constantemente em novas congregações, e que praticam o amor de Deus, no rastro dos avivamentos espirituais.
Se uma visitação de Deus não for além de mero “risos santos”, então somos as pessoas mais dignas de pena na face da terra. Não nos conformemos com tão pouco quando Deus está nos oferecendo tanto além disso.


Testando os Fenômenos e Manifestações Espirituais

A Bíblia não relata todas as possíveis atividades e/ou experiências sobrenaturais e legítimas que já ocorreram ou que ainda poderão ocorrer entre os homens e as nações. Ao invés disso, ela nos dá um registro de exemplos de atividade divina e legítimas experiências sobrenaturais que se classificam em categorias amplas e típicas da ação do Espírito Santo. Este conceito é exposto em João 21.25, onde o evangelista declara que se todas as maravilhas que Jesus operou tivessem sido registradas, nem todos os livros do mundo poderiam contê-las.
Em nenhum lugar a Bíblia diz que Deus está limitado a fazer apenas aquilo que já fez antes. Na verdade, há muitas profecias nas Escrituras que declaram que Deus fará coisas que nunca fez anteriormente.
Deus é sempre livre para fazer coisas inéditas, consistentes com seu caráter revelado nas Escrituras. Um amigo nosso disse: “Deus tem um pequeno ‘problema’, sabe – Ele acha que é Deus!” Verdadeiramente, Ele é Deus e pode fazer qualquer coisa que quiser.
A única coisa que a Bíblia diz ser impossível para Deus é mentir. Devemos tomar muito cuidado antes de dizer que Deus jamais faria isso ou aquilo. Ele nunca teve o hábito de pedir nossa permissão acerca de algo que resolveu dizer ou fazer. Lembremo-nos de como Ele confrontou Jó quando este questionou a sabedoria de Deus e dos seus desígnios. O cristianismo ocidental, também, por tantas vezes tem deixado o raciocínio humano roubar-lhe a dimensão sobrenatural da fé e o senso do mistério de Deus.
Às vezes, as pessoas se tornam excessivamente zelosas e/ou têm uma deficiente hermenêutica bíblica, chegando a torcer e desfigurar o significado de algumas passagens bíblicas, a fim de defender a validade de uma determinada manifestação espiritual ou fenômeno físico que não foi explicitamente mencionado na Bíblia. Por exemplo, muitas pessoas tentam defender a experiência do riso incontrolável, usando este tipo de “prova literal”, contudo este fenômeno não é mencionado especificamente nas Escrituras.
No lugar disto, entretanto, há uma categoria mais abrangente da obra do Espírito Santo, descrita como “alegria indizível e gloriosa” em 1 Pedro 1.8. Por que deveria ser tão surpreendente que uma pessoa ou grupo de pessoas experimentasse a manifestação de um aspecto desta alegria, que, em alguns casos, resulta na experiência do riso incontrolável?
Alguns cristãos sinceros entram em pânico quando ouvem relatos de experiências desse tipo e, instantaneamente, concluem que só pode haver algum engano espiritual por trás disso. Porém, talvez – apenas talvez – a visão que têm de Deus, de seus caminhos e da Bíblia seja muito limitada. Ironicamente, pode ser justamente a hermenêutica deficiente destas pessoas que as conduziu a esta conclusão errônea.
Há uma vasta diferença entre comportamentos que violam princípios bíblicos acerca da natureza da obra de Deus entre as pessoas e comportamentos que a Bíblia não cita explicitamente. Afirmar que é impossível que Deus faça determinada coisa, ou proibi-la de maneira dogmática e crítica, ou rotular algo de maligno quando as Escrituras não o classificam desta forma, é uma prática muito perigosa para homens mortais. Além disso, há muitas coisas que todos nós praticamos que são “extrabíblicas”, mas que jamais consideraríamos “antibíblicas”.
Até consideramos que Deus abençoou a terra, por meio de sua providência, com estas coisas. Seríamos, então, incapazes de discernir entre o bem e o mal? Certamente que não. Entretanto, precisamos de uma abordagem que não seja simplista demais para podermos avaliar o que é válido e o que não é.
Para se rejeitar ou invalidar uma experiência espiritual, cabe ao cético o ônus primário de provar biblicamente que algo seja contrário às Escrituras ou que seja, de alguma maneira, impossível para Deus fazer. Aquele que teve a experiência não tem a responsabilidade primordial de provar aos outros sua validade.
Se o cético não puder provar o erro da experiência, então precisa, ao menos, estar aberto à possibilidade de que vem de Deus; portanto, deve ficar cauteloso e nunca condenar algo sem antes orar, refletir de maneira mais profunda sobre a questão e entrevistar algumas das pessoas que afirmam que sua experiência foi de Deus.
Isso se aplica especialmente a pessoas que realmente amam a Deus e a Bíblia e que afirmam que o Espírito Santo está fazendo uma obra entre elas. Muitos cristãos já testificaram que no início combatiam algo que o Espírito estava fazendo, para somente mais tarde descobrir que se tratava de uma genuína obra de Deus. Só o fato de que os escribas e fariseus, em geral, deixaram de reconhecer o Messias deveria colocar o temor de Deus em nossos corações, pela facilidade com que pessoas religiosas, dedicadas e sinceras podem perder a presença e o mover de Deus.
Infelizmente, muitas pessoas têm a presunção de pensar que nada que esteja fora dos limites de sua experiência pessoal possa ser de Deus – do contrário, por que Deus não o fez em suas vidas também? Isso se aplica principalmente a líderes religiosos que sentem uma constante pressão, seja de si próprios ou de seus seguidores, de “ter todas as respostas”.
É tão difícil perceber a arrogância e a presunção deste tipo de mentalidade? Todos nós precisamos ser como crianças diante de Deus, aprendendo com simplicidade a entrar e a caminhar no reino de Deus.
Para testar a validade de uma manifestação espiritual ou fenômeno, devemos levar uma série de fatores em consideração. Primeiro, devemos examinar a base geral de fé e o estilo de vida daqueles que foram afetados pela experiência (inclusive aquilo que mudou neles). Depois, devemos examinar também estes mesmos aspectos na vida dos instrumentos usados para transmitir a experiência, se realmente existe este fator do instrumento humano. Devemos examinar os frutos das experiências, de curto e de longo prazos, tanto nos indivíduos como nas igrejas. Finalmente, precisamos avaliar se a glória é dada a Jesus Cristo no contexto geral em que o fenômeno está ocorrendo.
Jonathan Edwards, pregador e teólogo americano do século XVIII, citou cinco testes para determinar se uma determinada manifestação devia ser considerada como obra genuína do Espírito Santo. Ele afirmou que Satanás não consegue produzir as ações desta lista na vida das pessoas, e jamais produziria, mesmo que pudesse.
Se pudermos responder “sim” a uma ou mais destas perguntas, então a manifestação deve ser vista como genuína “a despeito de quaisquer objeções (críticas) que se venha a fazer, por causa da estranheza, irregularidade, erros de conduta, enganos e escândalos causados por alguns cristãos professos” (pessoas que se dizem cristãs).
Em outras palavras, Edwards estava dizendo que a presença de alguma mistura humana não invalida, de modo geral, a marca divina sobre uma determinada obra em um avivamento genuíno. Na verdade, a presença de elementos humanos nos avivamentos espirituais e em torno deles é algo que se deve esperar. A seguir, os cinco testes:

Está trazendo honra à Pessoa de Jesus Cristo?
Está produzindo maior aversão ao pecado e maior amor pela justiça?
Está produzindo maior reverência e fome pelas Escrituras?
Está levando as pessoas à verdade?
Está produzindo maior amor por Deus e pelo homem?

A Manifesta Presença de Deus - Mike Bickle Parte 1


Olá leitores desse blog! Esse é o mesmo estudo que eu ja tinha postado a algus meses atras. Eu somente resolvi dividi-lo em algumas partes.

Enjoy!
Davi Begnini

Mike Bickle é diretor do IHOP - International House of Prayer de Kansas City

Entendendo os Fenômenos que Acompanham o Ministério do Espírito

Pontos Importantes desse Estudo

·         Introdução
·         A Manifesta Presença de Deus
·         Exemplos Bíblicos da Manifesta Presenca de Deus
·         Um Novo Exame da Controversia em Corinto
·         Testando os Fenomenos e Manifestações Espirituais
·         Precedentes Historicos para Manifestações do Espírito
·         Um Catalogo de Manifestações e Fenômenos Espirituais
·         Propositos Divinos para Manifestacoes Exteriores
·         Expondo Falsas Equações Acerca das Manifestações
·         Expondo Perigos Relacionados a Manifestações
·         Posicionando-nos Para Receber o Ministério do Espírito
·         Recomendações para Conduzir Cultos de Avivamento
·         Formando uma Equipe Ministerial de Oração
·         Reacoes Apropriadas a Renovação Espiritual
·         Apendice


Introdução

Quando Deus quer mostrar seu poder no corpo de Cristo e através dele, surgem oportunidades tanto para tremendo crescimento espiritual quanto para trágica confusão e perigosos tropeços.
Durante toda a história dos tempos bíblicos e da igreja, fenômenos estranhos e até excêntricos sempre acompanharam os derramamentos do poder do Espírito Santo. No começo de 1994, vários relatos e testemunhos começaram a circular pelos E.U.A. e no Canadá, além de várias outras nações, com relação a manifestações espontâneas do Espírito que estavam ocorrendo em muitas partes, sem qualquer ligação umas com as outras, geralmente acompanhadas de fenômenos físicos.
Desde aquela época, muitos crentes foram abençoados, revigorados e rejuvenescidos através desta renovação internacional. Outros crentes, porém, não foram tão abençoados assim! Foram mais céticos e questionaram se esse tipo de fenômeno realmente poderia ser obra de Deus. E quanto ao comportamento aparentemente carnal que alguns tiveram e que tentaram atribuir ao Espírito? O que devemos fazer quanto a tudo isto?
Líderes na igreja têm ficado perplexos e desafiados, ao mesmo tempo, para saber como analisar estas coisas e para discernir o que deve ser encorajado, o que deve ser desencorajado e o que pode simplesmente ser tolerado e ignorado, em todo este movimento.
Os crentes precisam orar por seus líderes e ser pacientes, enquanto estes buscam sabedoria para saber como reagir corretamente e como conduzir o povo de Deus de modo a glorificar o nome do Senhor e edificar toda a igreja. Esperamos que este pequeno tratado possa ajudá-lo a lançar uma estrutura bíblica/teológica para poder analisar e lidar com estas manifestações e fenômenos físicos.
Quando este atual mover do Espírito Santo começou a ser divulgado publicamente por toda parte em 1994, lembramo-nos que Deus havia dado uma série de percepções proféticas sobre isto a várias pessoas. Em abril de 1984, algo fenomenal aconteceu com Mike Bickle e com outro servo profético, Bob Jones (que fazia parte da nossa equipe nessa época).
Mike estava na sua cama, certa madrugada, quando de repente ouviu a voz de Deus de maneira audível. Ele soube depois que Bob recebeu uma visão aberta e também ouviu a voz audível de Deus, naquela mesma manhã. A essência da mensagem que Deus lhes deu e sobrenaturalmente confirmou era que em dez anos Deus “começaria a derramar o vinho do seu Espírito sobre as nações”. Deus também disse que iria disciplinar aqueles ministérios que não estivessem pregando e praticando humildade diante dele, e que iria exaltar os ministérios que estivessem ensinando e vivendo esta verdade. Ele até disse que agiria para corrigir conceitos teológicos errôneos de alguns ministérios, se dessem verdadeiro valor à humildade.
Esta palavra, na verdade, foi difícil para Mike aceitar, porque naquela época ele estava ansiando e crendo com muita intensidade que Deus enviaria uma visitação muito mais rápido. Durante os anos oitenta, tivemos contato com vários ministros proféticos que falavam conosco e com outros de como Deus lhes revelara seu plano de enviar uma grande onda do seu Espírito sobre as nações, até meados da década de noventa. Não cremos que esta onda atual seja, de forma alguma, a única onda do Espírito que virá para preparar o mundo para a segunda vinda de Jesus. Por outro lado, sentimos que realmente é essencial que façamos tudo para ser bons despenseiros da graça de Deus. Que Deus nos ajude a receber de bom grado, a entrar com fé e a colher tudo que Ele planejou para nós através deste início de derramamento.

A Manifesta Presença de Deus

Voltamos nossa atenção, então, para um conceito da manifesta presença de Deus, que freqüentemente é controverso e mal interpretado. Visitações da manifesta presença de Deus a indivíduos, movimentos e regiões geográficas sempre ocorreram ao longo da história do cristianismo. Muitas vezes foram desprezadas, por várias razões.
Infelizmente, na maioria das vezes, foram criticadas ou perseguidas por líderes religiosos que não tinham suficiente humildade para admitir que se pudesse existir alguma legítima experiência ou conhecimento espiritual, além do que eles possuíam. Esta oposição surge quando líderes são exaltados e reverenciados, como se tivessem todas as respostas acerca de Deus, sua Palavra e seus caminhos.
Devemos, todos nós, buscar continuamente uma postura de aprendizes perante o Senhor e reconhecer que ninguém jamais alcançou toda a sabedoria e experiência espiritual que há em Cristo. Não importa quão maduros nos tornamos nas coisas de Deus, continuamos a ser crianças e, portanto, devemos permanecer como tais em nosso relacionamento com Ele como nosso Pai. Há apenas um “sabe tudo” no reino!
Certa vez, alguém fez a intrigante pergunta: “Onde Deus mora?” Um outro, com muita sagacidade, respondeu de imediato: “Em qualquer lugar que Ele quiser!” Sem dúvida, uma boa resposta. Quando Salomão dedicou o primeiro templo, ele disse: “Os céus, mesmo os mais altos céus, não podem conter-te. Muito menos este templo que construí!” (1 Rs 8.27).
Há um mistério quanto ao lugar da habitação de Deus. Na verdade, há um mistério quanto ao próprio Deus como Pessoa e quanto às Pessoas da trindade. Há algo acerca do mistério de Deus que nos incomoda. Não seria fácil entender que Deus deixou assim de propósito? Sim, um desígnio divino para nos deixar humildes e reverentes. Afinal, somos as criaturas, e Ele é o Criador.
Deus fez com que as explicações filosóficas de muitos dos seus atributos e caminhos fossem insatisfatórias à nossa mente finita. Como poderia ser diferente quando mentes finitas tentam compreender o infinito? A linguagem humana é incapaz de comunicar plenamente a natureza de Deus. Vemos a glória de Deus como por um espelho, de forma obscura (1 Co 13.12). Mistérios como esse confirmam a realidade de nossa fé (Rm 11.26; 1 Co 2). Precisamos nos reconciliar com o mistério divino se quisermos desfrutar de um relacionamento com Deus, e estar aptos a receber e devolver livremente para Ele e para os outros. As coisas ocultas pertencem ao Senhor e as reveladas a nós.
Então, onde Deus realmente vive? Onde está sua presença? Em primeiro lugar, Ele vive no céu propriamente dito, em meio à luz inacessível. Segundo, Ele é onipresente, e não existe um lugar onde não esteja. Terceiro, Ele condescendeu a morar em seus “templos”. No Antigo Testamento, primeiro foi no tabernáculo e depois no templo em Jerusalém. No Novo Testamento, é na igreja – no corpo de Cristo como um todo, como também em cada crente em Cristo. Quarto, Ele é um com sua Palavra e, portanto, está presente nas Sagradas Escrituras. Quinto, Ele está presente nos sacramentos da igreja. E finalmente, Ele também “visita” periodicamente pessoas específicas e lugares com sua “manifesta presença”.
Em outras palavras, Deus “desce” e interage com a dimensão natural. Ele promete fazer isso, principalmente, quando os crentes se reúnem no nome de Jesus Cristo. Esta, também, é a natureza dos avivamentos na história da igreja.
Deus “aproxima-se” e a ordem normal de funcionamento das coisas é interrompida. Quando o onipotente, onisciente, onipresente, eterno, infinito, santo, justo e amoroso Deus dispõe-se a, misericordiosamente, descer e tocar nos fracos e limitados seres humanos, o que você esperaria ou o que calcularia que pudesse acontecer à ordem natural e normal das coisas? Poderíamos imaginar algo que ainda encaixasse na rotina costumeira do sistema?
Somos chamados a valorizar e estimar cada dimensão da presença de Deus – não precisamos escolher uma acima de outra, já que cada verdade e experiência proporcionam bênçãos especiais para enriquecer nosso entendimento e crescimento espiritual. A seguir, daremos quatro passagens do Novo Testamento que se referem à realidade e ao conceito bíblico da manifesta presença de Deus:

Também lhes digo que se dois de vocês concordarem na terra em qualquer assunto sobre o qual pedirem, isso lhes será feito por meu Pai que está nos céus. Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles (Mt 18.19-20).

Nestes versos Jesus deu uma promessa específica com respeito ao poder do que se chama oração em concordância. Quando os crentes se reúnem sob a autoridade de Cristo e em seu nome, o Senhor nesta passagem promete estar “presente” entre eles de uma forma qualitativa em que não está em outras ocasiões, quando se faz presente somente por sua habitação em nosso interior e pela sua onipresença.

Quando vocês estiverem reunidos em nome de nosso Senhor Jesus, estando eu com vocês em espírito, estando presente também o poder de nosso Senhor Jesus Cristo, entreguem esse homem a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor (1 Co 5.4-5).

Nestes dois versos, Paulo também se refere ao ajuntamento dos crentes. Ele está se referindo, especificamente, à autoridade espiritual que exercia para disciplinar membros da igreja que não estavam arrependidos. Mas o ponto principal, para o assunto em questão, é a afirmação de que o poder do Senhor Jesus está presente de maneira especial quando os crentes se reúnem.

Certo dia, quando ele ensinava, estavam sentados ali fariseus e mestres da lei, procedentes de todos os povoados da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém. E o poder do Senhor estava com ele para curar os doentes (Lc 5.17).

Este verso fala da manifestação especial do poder divino de curar em um lugar específico, num tempo determinado, de forma que era notável e significativo. Este poder estava presente de uma maneira que não era e não é usual. Isso também mostra como até Jesus dependia da operação e dos dons do Espírito Santo durante seu ministério terreno.

Jesus desceu com eles e parou num lugar plano. Estavam ali muitos dos seus discípulos e uma imensa multidão procedente de toda a Judéia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e de Sidom que vieram para ouvi-lo e serem curados de suas doenças. Os que eram perturbados por espíritos imundos ficaram curados, e todos procuravam tocar nele, porque dele saía poder que curava todos (Lc 6.17-19).

Estes versos descrevem o poder de Deus, fluindo através do corpo de Jesus, de maneira quase palpável. Esta virtude sobrenatural, aparentemente, não fluía dele constantemente, mas em tempos escolhidos e situações específicas, designadas por Deus.